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Sábado Mulher - 2ª edição de 2008
Palestras, saúde, direitos, oficinas, artesanatos, beleza, cultura.
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O projeto Sábado Mulher, idealizado pelo Instituto Arcana, é uma ação global voltada para as demandas da mulher hoje e inclui música, teatro, feira de artesanato, oficinas de geração de renda, exibição de filmes, stands informativos e um espaço para a reavaliação e auto-conhecimento proporcionado pelas vivências Roda de Mulheres e pelas palestras sobre temas vitais para a vida da mulher.
Envolvendo grande número de parceiros, o Sábado Mulher proporciona o encontro e a troca de saberes entre comunidade, profissionais, entidades, organizações, projetos e pesquisas voltados para a questão da mulher, efetivando uma rede de cooperação em prol da questão no DF. A primeira edição do projeto ocorreu nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2008 e atendeu as cidades de Recanto das Emas, Santa Maria, Brazlândia, Planaltina, Sobradinho e Paranoá. |
Galeria de Fotos
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Homenageadas Sábado Mulher |
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Nísia Floresta
♣ 12/10/1810 Papari - Rio Grande do Norte
† 24/04/1885 Ruão - França
Foi batizada Dionísia Gonçalves Pinto, mas ficou conhecida pelo pseudônimo de Nísia Floresta Brasileira Augusta. Floresta, o nome do sítio onde nasceu. Brasileira, símbolo de seu ufanismo, uma necessidade de afirmativa para quem viveu quase três décadas na Europa e Augusta, uma recordação de seu segundo marido, Manuel Augusto.
Nísia foi educadora, escritora e poetisa brasileira. É considerada uma pioneira do feminismo no Brasil e foi provavelmente a primeira mulher a romper os limites entre os espaços público e privado publicando textos em jornais, na época em que a imprensa nacional ainda engatinhava. Nísia também dirigiu um colégio para moças no Rio de Janeiro e escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos.
A história e a obra de Nísia são de uma importância rara, mas a falta de divulgação da sua obra tem sido responsável pelo enorme desconhecimento de sua vida singular e de seus livros considerados de grande valor.
“Quantas somas de dinheiro, quantas vidas sacrificadas para sustentar o que chamam a honra da nação, enquanto a educação dos povos, base principal do edifício social e da felicidade pública e particular, fica de lado, como coisa secundária!!” Nísia Floresta |
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Lélia Gonzales
♣ 1/02/1935 Belo Horizonte
† 10/06/1994 Rio de Janeiro
Foi uma importante intelectual, política, professora e antropóloga brasileira. Seus escritos e sua atuação demonstram a constante preocupação em articular as lutas mais amplas da sociedade com a demanda específica dos negros e, em especial das mulheres negras. A preocupação com os excluídos das condições de vida dígna - nos planos social, político, econômico, educacional, habitacional, de trabalho, de lazer - norteou suas campanhas para cargos públicos, em 1982 (PT) e 1986 (PDT), tendo como principais referências as liberdades individuais e as transformações sociais.
Lélia sempre acreditou na possibilidade de se construir uma sociedade solidária e fraterna e que, para tal, é preciso, além do engajamento na luta política mais ampla, que os grupos não dominantes produzam seu próprio conhecimento. Por isso dedicou-se ao estudo das culturas humanas, especialmente da cultura negra. É fundadora do Movimento Negro Unificado (MNU); do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras do Rio de Janeiro (IPCN-RJ)); do Nzinga Coletivo de Mulheres Negras; do Olodum (Salvador).
"(...) As mulheres negras, antes mesmo da existência de organizações do Movimento de Mulheres, reuniam-se para discutir o seu cotidiano marcado, por um lado, pela discriminação racial e, por outro, pelo machismo não só dos homens brancos, mas dos próprios negros... Nesse sentido, o feminismo negro possui sua diferença específica em face do ocidental: a da solidariedade, fundada numa experiência histórica comum". Lélia Gonzáles |
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Dulcina de Morais
♣1908 Valença RJ
† 1996 Brasília DF
Filha de atores, Dulcina, atriz de estilo próprio, nasceu durante a excursão da companhia em que seus pais trabalhavam. Estreou na Companhia Brasileira de Comédias e fez parte de elencos famosos. Seu objetivo de vida era desenvolver o teatro brasileiro e contribuir para a formação de novos artistas.
Ela e o marido Odilon, quando ainda moravam no Rio de Janeiro, criaram a Fundação Brasileira de Teatro, uma das primeiras escolas de formação em teatro no país, nos anos 40. Em 1955 fundaram a Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Em 1972 começou a ser construída suaa sede em Brasília e em 1980 Dulcina se transferiu para a capital federal junto com a sede da Fundação Brasileira de Teatro - situada no Setor de Diversões Sul. Sua arquitetura foi projetada por Oscar Niemeyer sendo composta de 5 andares incluindo a Faculdade de Artes e os teatros Dulcina e Conchita de Morae.
Dulcina de Morais foi pioneira quando criou folgas para os atores de sua Companhia. Ela dedicou trinta anos de sua vida à Faculdade e sua última atuação foi em Bodas de Sangue, de Garcia Lorca. |
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Maria da Penha
♣ 1945
Maria da Penha Maia Fernandes, farmacêutica aposentada, provou ao mundo o descaso das autoridades brasileiras em relação à violência doméstica contra mulheres. Foi agredida pelo marido durante seis anos. Em 1983, por duas vezes, ele tentou assassiná-la. Na primeira ele disparou um tiro enquanto ela dormia deixando-a com paraplegia irreversível. Na segunda por eletrocução e afogamento. O marido só foi punido depois de 19 anos de julgamento e ficou apenas dois anos em regime fechado.
Apesar de esse ser mais um entre os inúmeros casos de violência perpetrada por marido ou companheiro diariamente no país, a batalha judicial de Maria da Penha ganhou notoriedade internacional por ter chegado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA).
A Lei Maria da Penha, nome em sua homenagem, entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006. Dentre as várias mudanças promovidas pela lei está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar.
“Para mim foi muitíssimo importante denunciar a agressão, porque ficou registrado internacionalmente, através do meu caso, que eram inúmeras as vítimas do machismo e da falta de compromisso do Estado para acabar com a impunidade. Me senti recompensada por todos os momentos nos quais, mesmo morrendo de vergonha, expunha minha indignação e pedia justiça para meu caso não ser esquecido”. Maria da Penha |
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Nise da Silveira
♣ 15/02/1906 Maceió
† 30/10/1999 Rio de Janeiro
Foi uma renomada médica psiquiatra brasileira, aluna de Carl Jung. Dedicou sua vida à psiquiatria e manifestou-se radicalmente contrária às formas agressivas de tratamento de sua época, tais como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, insulinoterapia e lobotomia.
Em 1944 inicia seu trabalho no "Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II", no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, onde empreende a luta contra as técnicas psiquiatricas que considera agressivas aos pacientes. Sua discordância com os métodos adotados a transfere para o trabalho com terapia ocupacional, atividade menosprezada na pepoca, que a leva em 1946 a fundar, nesta instituição a "Seção de Terapêutica Ocupacional". No no lugar das tradicionais tarefas de limpeza e manutenção exercidas pelos pacientes sob o título de terapia ocupacional, ela cria ateliês de pintura e modelagem possibilitando aos doentes reatar seus vínculos com a realidade através da expressão simbólica e da criatividade, revolucionando a Psiquiatria então praticada no país.
Em 1952, funda o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que criou na instituição. Em 1956 funda a Casa das Palmeiras, uma clínica voltada à reabilitação de antigos pacientes de instituições psiquiátricas.
“O que melhora o atendimento é o contato afetivo de uma pessoa com outra. O que cura é a alegria, o que cura é a falta de preconceito”. Nise da Silveira |
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Cristina Tavares
♣ 10/06/1936
† 23/02/1992
Pernambucana, jornalista e professora. Sua vida política começa com o jornalismo comprometido com as questões sociais, com a luta contra a ditadura e pela anistia. Completamente engajada com a revolução cultural dos anos 60, Cristina enriquece sua ação política debatendo as questões relacionadas à arte, tecnologia e aos esportes. Foi uma mulher e uma política moderna, por excelência.
Cristina nunca foi uma feminista declarada, porém, compreendeu como ninguém o conteúdo desumano das desigualdades de gênero, e assumiu e cumpriu compromissos com o movimento de mulheres legislando em defesa dos direitos civis, políticos e sociais. A deputada federal trabalhou pelos direitos das empregadas domésticas; das trabalhadoras rurais, inclusive a favor da posse da terra; pela assistência integral à saúde da mulher e discriminalização do aborto. |
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